Estou perdida, não sei onde estou, ando aqui às voltas e não saio do lugar. Segundo o GPS o restaurante Pituca Madrid é aqui perto mas não o consigo encontrar, mas não me estou a importar muito, porque ainda é cedo para almoçar e eu estou a adorar passear pelas ruas de Madrid.
Por onde passo só ouço falar espanhol, que língua tão erótica! Quem me dera que nós, portugueses falassemos. A nossa língua é pesarosa, dura, triste e chorosa, enquanto a deles parece sempre alegre.
A rua por onde estou a passar é estreita e as casas são em pedra. Lá ao longe vejo estendais de roupa de uma varanda para a outra e observo duas senhoras enquanto estendem a roupa. O que será que estarão a falar?!?
Dou longos passos, o sol bate-me na cara e viro à esquerda. Sem querer deparo-me com o restaurante Pituga Madrid. A sua fachada rústica convida a entrar. Sento-me numa cadeira elegantemente dourada que até parece uma cadeira de princesa, cheia de ornamentos, depois de ser recebida com um lindo sorriso pela rececionista.
Disse que estava à espera do meu amigo para almoçar. Sem pedir nada, trazem fatias de presunto de porco preto fatiado na hora pelo profissional de serviço.
Pouco depois chegou o meu amigo de longa data Peço um vinho e uma paelha com o consentimento do Paulo.
O lema do restaurante é o slow food, assim que ali não havia pressa e o uso do telemóvel era proibida para estimular a conversa e poder saborear a comida com todos os sentidos.
O Chefe surpreende-nos com umas entradas que fizeram que as minhas papilas gustativas saltaram de alegria.
A nossa conversa é calma e divertida, mas existem também muitos silêncios para saborear a comida.
O restaurante é magnífico e poder partilhar isto tudo na companhia do meu amigo torna tudo mais especial e digo-lhe "Amo-te amigo!

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